12 de setembro de 2019

Filho de cortador de cana encontra na educação profissional o caminho para a transformação de vida

Jamison Oliveira participou do Programa de Aprendizagem do Senac e deu início a uma nova história.

Jamison Oliveira, 23, é natural de Boca da Mata, município localizado a 75 km de Maceió, capital alagoana. Recentemente, ele foi promovido a auxiliar de informática de uma das maiores redes atacadistas do Brasil, onde começou, há seis anos, como jovem aprendiz. Filho de um cortador de cana e de uma dona de casa, ele encontrou na educação profissional uma saída para mudar de vida. “Meu pai nunca foi à escola e minha mãe cursou até o 4º ano do Ensino Fundamental. Sempre fui visto como alguém que não teria muitas oportunidades na vida profissional. Até conhecer o Programa de Aprendizagem”, explica ele, que está no segundo período da graduação em Logística.

 

Ele conta que tinha 17 anos quando participou da seleção para a vaga de jovem aprendiz e foi aprovado. “Era exatamente o que precisava naquele momento: de uma preparação para o mercado de trabalho”, conta ele, que foi encaminhado pela empresa contratante para o Senac, onde fez o curso de Aprendizagem Profissional Comercial em Serviços de Supermercados e passou a ter um objetivo mais definido para o futuro. “Passava muito tempo ocioso e isso me incomodava. Meu pai me ensinou, pelo exemplo, que o trabalho dignifica o homem. Minha mãe me incentivava a estudar e esteve ao meu lado em todos os momentos. Eu já tinha a base, que é a minha família, e o Senac, por meio do Programa de Aprendizagem, me deu a oportunidade”, pontua.

 

Mas para participar do programa, Jamison precisou se mudar para Maceió. Na capital, passou a morar na casa dos tios que, segundo ele, não o incentivavam. “Ouvi muitas palavras desanimadoras, que me fizeram pensar em desistir. Mas eu estava sendo preparado para o melhor. E assim aconteceu”, relembra ele, que recebeu sete indicações de líderes e gerentes para ser efetivado na empresa, onde foi contratado como operador de caixa e, recentemente, promovido a auxiliar de informática. “Meu ponto fraco era a timidez e, durante o curso, venci esse problema. Hoje, sinto orgulho de mim mesmo! ”, salienta ele, que mora sozinho e divide o tempo entre o trabalho e a faculdade, e já se prepara para voltar ao Senac, onde pretende fazer cursos na área de gestão. “Pretendo ser líder de setor e, no futuro, abrir a minha empresa”, antecipa.

 

 

Programa de Aprendizagem

 

A educação oferecida aos aprendizes é vivenciada em sentido amplo. Além da grade curricular específica de cada curso, com seus conhecimentos teóricos e práticos, os jovens têm à disposição atividades extras e são estimulados a desenvolver autoestima, criatividade, cidadania, responsabilidade e ética.

 

Regulamentada em 2005, a Lei de Aprendizagem Profissional prevê a contratação de adolescentes e jovens entre 14 e 24 anos (exceto para aprendizes com deficiência, para os quais não há limite máximo de idade), desde que estejam frequentando o ensino regular, caso não tenham concluído o Ensino Médio, e matriculados em algum programa de Aprendizagem Profissional. A remuneração tem como base o salário mínimo, mas é proporcional ao número de horas cumpridas.

 

A empresa é responsável pelo recrutamento e seleção do aprendiz. Após a escolha do candidato, a mesma encaminha-o para o Senac, matriculando-o em um dos cursos que seja do interesse da contratante em função da sua área de atuação. Para isso, é necessário ter entre 14 e 24 anos (não podendo completar 24 anos no programa), estar matriculado e frequentando a escola regular, ou ter concluído o Ensino Médio.

 

 

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